25 junho 2011

Medo

Eu sou medo.
De alguém desvendar o mistério,
de encontrar a verdade e inflar o que mal conhece.
De buscar, no fundo, o que eu ainda escondo.
De afastar o que procuro, acho, mas não tenho.
Medo, também, do que mais isso possa ser -
de onde irei chegar, o máximo que poderei ter.
De esvaziar o que prejudica e perder o que parecia
perfeito.

É o medo oscilante, ora acolhedor, ora sufocante.

Mas é o medo que me mantém
refém.
E presa
nas cordas que asfixia
o meu eu em mim.

10 comentários:

  1. Tomados pelo medo, nos fortalecemos.

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  2. Gosto tanto de te ler, Letícia. Sou uma admiradora e tanto. E esse texto? Tão doce como você é sempre. A vontade que tenho é de ler, ler e ler, sem parar. Calmo mas tão viciante.

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  3. Poxa, anon. Que sorriso bobo é esse no meu rosto agora? Obrigada. Seja sempre bem-vinda aqui.

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  4. Amei esse seu texto sobre o medo. Simplesmente fascinante, uma delícia de se ler.

    Abraços Letícia!

    Ivan R.

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