03 novembro 2011

Sobre o caminho que não devo ir

Nesses passos inibidos que me levam à direção contrária, onde os olhares sinceros que existem se personificam de inveja e descaso, o que tento é sobrepujar as desavenças impostas por quem não merece vitórias. Exceder a barreira monumental pode ser mais complicado do que a imaginação se deixa fluir. É o muro que separa o realista da alma que vagueia sem rumo pelo idealismo.
Sejamos apáticos! O nefelibata é quem vive de modo discrepante, e por essa razão, vive. A vida vai além de dramas aparentes e atenções desnecessárias.
Ainda temos de viver como se não fosse dor a dor que sentimos. Não lidaremos com a chuva, se nos privarmos dela toda vez que aparecer.
Uma mente evoluída é discernente em relação às outras; destaca-se. Torno a sentir a cobiça emocional, a rivalidade desmotivada, a destruição interna em si presente por aqui. O que as pessoas enxergam vagarosamente é apenas o prêmio, desvalorizando o caminho doloroso e repleto de vidros pelo chão. O topo pertence a quem faz jus ao seu significado.
Permaneceremos em nossos devidos lugares, não ultrapassando a margem que nos pertence, assim teremos o que de fato nos é interessante.
Sejamos nós inocentes e abertos, mas tenhamos conhecimento; o ceticismo nos diferencia do alheio.
Seremos.
E seremos preponderantes que, para nós, não precisará de mais nada.

Um comentário:

  1. Diante da possibilidade de ser não há onde não se possa chegar.

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